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Movimento dos poluentes no solo
Desde que os
poluentes do ar são, geralmente, emitidos sobre a terra, é
compreensível que muitos tóxicos deixem a atmosfera, caindo no
chão e penetrando no solo. Aqui, os poluentes podem ser
transformados quimicamente, através dos organismos que habitam
o solo. Por exemplo, o gás amônia na atmosfera é totalmente
solúvel em água. Depois de dissolvida na água da chuva e
alcançar o solo, a amônia pode ser transformada pelos
microorganismos em nitrato, o qual, como a amônia, é um
nutriente vegetal. Mas ela, também, pode ser transformada em
nitrito, o qual é mais tóxico que as outras duas
formas.
Independentemente dos poluentes serem
transformados quimicamente no solo, eles, eventualmente,
chegarão a um dos seguintes destinos. Primeiro, eles podem ser
absorvidos por plantas que estão sendo cultivadas no solo – e,
possivelmente, serem ingeridos pelas pessoas ou outros
organismos – por exemplo, os vestígios do metal selênio,
muitas vezes encontrados no solo das regiões onde as
indústrias queimam combustível, são rapidamente absorvidos
pelas folhas dos legumes que nós comemos. A segunda
possibilidade é que o poluente do solo seja arrastado pela
chuva para os corpos d'água. Por exemplo, nesta via, muitos
pesticidas passam dos campos de agricultura para rios e lagos.
A terceira possibilidade é que o poluente seja,
suficientemente, volátil para subir para a atmosfera. O DDT é
um exemplo desse tipo de poluente. Ele evapora, conjuntamente,
no processo de evaporação da água, e uma vez na atmosfera, ele
pode trafegar por enormes distâncias. Finalmente, alguns
poluentes, particularmente, metais tóxicos, por não serem
voláteis, solúveis e nem acessíveis para as plantas, residem
permanentemente no solo.
Fonte: Cézar-Matos,
Arlinda. 2001. Valorando a Vida. ISBN 0-9710044-0-4
USA
Veja também: Movimento dos poluentes na atmosfera Movimento dos poluentes na água
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